A Música Maninha

Esta é uma das obras mais magníficas da MPB. Chico Buarque com maestria fala das cantigas de roda, dos tempos de criança, do que víamos nos céus e o que sonhávamos.

Coloca-nos na perspectiva de meninas, novamente. Arrebata-nos ao evocar nossas expectativas de futuro. O que nos aguarda? O que poderemos realizar? O que realizaremos?

O contraste da música é o presente – um futuro frustrado. Todas as esperanças são jogadas por terra, e isso é representado através da aparição de um ‘ele’.

“Depois que ele chegou”, “No chão que ele pisou”. Deve ser alguém realmente detestável. Esse “ele” simboliza toda a impossibilidade de realização dos sonhos do protagonista da música. E ela torce pro “ele” ir embora.

Essa crônica retrata uma situação típica, cotidiana. Quantas pessoas não estão presas a uma outra, esperando que partam, para que continuem seus afazeres, suas obrigações para com a vida? Felizmente, este não é o meu caso. Mas pra maninha que estiver sob esse cárcere, vai aqui o meu recado:

“Xô, URUCUBACA!”

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